Parto Prematuro

Esses dias eu estava lendo sobre falsas contrações (ou Braxton-Hicks), e achei muito interessante, principalmente porque eu entendi o que eu tinha de vez em quanto. Nesse mesmo dia, comecei a sentir as tais “falsas contrações”, mas que começaram a ficar muito constantes. Com isso eu fui para a maternidade, pois é melhor prevenir, certo? Chegando lá eu fui informada que estava entrando em um “TPP” (Trabalho de Parto Prematuro). Na hora fiquei muito assustada, obviamente, mas logo fui bem encaminhada e após 4 dias de internamento e medicamentos eu pude voltar para casa.

Então percebi (lá na maternidade), quantos casos de TPP não acontecem e que muitos deles poderiam ser evitados. Então, por isso resolvi fazer as minhas pesquisas e deixar aqui para que ajude as futuras mamães, seus amigos, parentes, companheiros e etc., a se cuidarem e prevenir este risco.

Risco?

É denominado Trabalho de parto prematuro os partos que antecedem as 37 semanas, nas quais partes muito importantes são formadas, assim como o pulmão. Portanto, se a criança sai mais cedo do que o esperado, há muitos riscos, principalmente com a respiração do bebê.

Uma gestação interrompida antes das 32 semanas pode causar até a morte do bebê. Os que sobrevivem necessitam ficar internados por um longo período de tempo (indeterminado) e ainda podem vir a sofrer danos ao longa da vida, como:

  • Deficiência intelectual;
  • Paralisia Cerebral;
  • Problemas Respiratórios;
  • Problemas visuais, incluindo a retinopatia da prematuridade;
  • Perda de audição;
  • Problemas Digestivos.

Cerca de 50% dos TPP são alarme falso, apenas uma ameaça mesmo.

A maior parte dos partos prematuros são espontâneos, salvo os casos especiais no qual o médico acha melhor que seja prematuro, pois o bebê terá mais condições fora do útero, geralmente sendo por conta da pré-eclampsia ou porque o bebê não está crescendo direito dentro do útero.

Porém, apenas 30% dos casos de trabalho de parto prematuro tem uma explicação científica do porque aconteceu. Podendo ser:

  • Ruptura prematura de membrana;

“Ruptura prematura de membranas (RUPREME) é o rompimento das membranas amnióticas antes do início do trabalho de parto (TP), a partir das 20 semanas de gestação, com consequente saída de líquido amniótico pela cérvice e vagina. A RUPREME pode ser a termo, quando ocorre em gestações a partir das 37 semanas ou pré-termo (RUPREME-PT), quando ocorre antes de 37 semanas”

Resultado de imagem para Ruptura prematura de membrana

  • Hipertensão;

A Hipertensão é o aumento da pressão sanguínea. Sendo um dos distúrbios mais apresentados em 10 a 15% das gestantes.

“A pré-eclâmpsia é o aumento da pressão arterial acompanhada da eliminação de proteína pela urina. Normalmente, essa complicação começa depois da 20ª semana de gravidez.Quando não tratada adequadamente, pode culminar na própria eclâmpsia, a reta final da doença.”

A Hipertensão pode ser causada por conta da formação da placenta e também, principalmente, pelo sedentarismo e a má alimentação como o excesso de sal.

“Maus hábitos e alimentação desequilibrada. Aí está a origem de praticamente todos os problemas de saúde” (Alberto D’Auria).

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  • Síndrome de hellp;

A Síndrome de Hellp é muito pouco conhecida, pois é uma complicação obstétrica rara. É uma complicação da pré-eclampsia. Que pode acontecer durante a gestação ou até mesmo pós-parto, podendo levar a morte da mãe.

Tendo como sintomas a dor de cabeça, alteração na visão, pressão arterial alta, mal-estar geral, náuseas e vômito.

Tem cura, porém é necessário interromper a gestação, podendo causar a morte do feto, se estiver com poucas semanas. Geralmente a síndrome se inicia em gestantes com doenças crônicas no coração e no rim, diabetes ou lúpus. Não há uma maneira de evitar o início da síndrome, apenas como evitar a gravidade da mesma. Por isso é tão necessário o acompanhamento do pré-natal.

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  • Insuficiência istmo-cervical (IIC);

“Infelizmente, existem alguns casos de incompetência istmo-cervical (IIC), que ocorre quando o colo uterino é incapaz de manter a gravidez até o final, pois é mais “fraco” do que o normal. Essa fragilidade faz com que o colo dilate e afine apenas com o peso do bebê, sem que haja a contração uterina, podendo ocasionar o parto prematuro ou até mesmo o abortamento tardio (perda gestacional entre 12 a 20 semanas de gestação).”

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  • Descolamento prematuro da placenta;

“O descolamento prematuro da placenta é a separação antecipada de parte ou da totalidade da placenta da parede do útero, onde deveria se encontrar implantada até o nascimento do feto. Esse descolamento é mais comum no terceiro trimestre da gestação, embora possa ocorrer a qualquer momento, depois da vigésima semana degravidez. Dependendo do grau do descolamento, o suprimento de oxigênio e de nutrientes para o bebê pode ser muito prejudicado e até mesmo cessar, ao tempo em que pode ocorrer um sangramento perigoso para o feto e para a gestante. O caso representa sempre uma urgência obstétrica porque pode ocasionar a morte do bebê, da mãe ou de ambos.”

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  • Malformação Uterina;

“O útero tem formato de uma pêra de cabeça para baixo. Em média, mede 7,5 cm por 5 cm e tem 2,5 cm de espessura. Ele é formado por paredes de músculo, e é oco por dentro.

A parte de baixo, próxima à vagina, chama-se colo do útero. A parte de cima é chamada de fundo uterino, e é ali que o óvulo fertilizado se aloja para que o bebê se desenvolva.

Algumas mulheres, no entanto, têm úteros de formatos diferentes. Estima-se que essa proporção esteja entre 0,1 e 3,2 por cento das mulheres. Muitas têm a anomalia anatômica e nem sabem, porque podem até já ter tido filhos sem nenhum problema.

Quais são as principais malformações uterinas?

Existem vários tipos de anomalias:

Útero bicorno (útero com dois “chifres”): é o mais comum. Em vez de parecer uma pêra de cabeça para baixo, o útero parece mais um coração, com um recorte na parte superior central. O bebê fica com menos espaço para crescer do que num útero normal.
Útero unicorno (útero com um “chifre”): é bem raro. O tecido que forma o útero não se desenvolve direito na mulher, e o órgão tem apenas metade do tamanho normal. Além disso, só há uma tuba uterina, em vez de duas. Apesar disso, na maioria dos casos a mulher tem dois ovários.


Útero duplo ou didelfo: pode ter dois colos uterinos distintos desembocando em uma única vagina (mais comum) ou pode ter duplicidade de vagina também, com cada colo desembocando em uma vagina diferente (mais raro).

Útero septado: a cavidade interna do útero é dividida por uma parede, chamada septo. O septo pode ir só até metade do caminho ou chegar até o colo do útero.”

  • Infecções uterinas;

“A infecção uterina na gravidez, também conhecida como corioamnionite, é uma condição rara que acontece mais frequentemente no final da gestação e, na maioria dos casos, não coloca em risco a vida do bebê.

Esta infecção acontece quando as bactérias do trato urinário alcançam o útero e, normalmente, se desenvolve em grávidas com trabalho de parto prolongado, rompimento da bolsa antes do tempo ou infecção urinária.

A infecção uterina na gravidez é tratada no hospital com injeção de antibióticos na veia para impedir complicações no bebê, como pneumonia ou meningite.”

Os principais sintomas são: Febre, Calafriou e aumento da sudorese, sangramento  vaginal, corrimento, dor abdominal, especialmente durante o contato íntimo.

  • Gestação múltipla;

“O parto prematuro acontece por causa do rápido crescimento uterino que leva à hiperdistensão das fibras musculares uterinas desencadeando o trabalho de parto prematuro.”

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  • Anemia;

“A anemia na gravidez é uma condição normal, especialmente entre o segundo e o terceiro trimestre de gestação, pois há uma redução da quantidade de hemoglobina no sangue e um aumento das necessidades de ferro. Essa doença é diagnosticada através de exame de sangue, e quando grave pode trazer riscos para a mãe e para o bebê, como fraqueza, atraso no crescimento e parto prematuro.”

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  • Tuberculose, Sifilis, infecção renal;
  • Esforço físico intenso;
  • Cesária anterior.

Como eu sei se estou em trabalho de parto prematuro? O que eu faço??

Quando eu estava em TPP eu comecei a sentir dor nas costas, bem perto do quadril, e sentia minha barriga ficar dura e fazer uma pressão para baixo (as tais contrações), e em uma distância de tempo muito pequena. Mas há casos mais graves e outros sintomas. Então vamos explicar melhor.

Os principais sintomas de que você esta em trabalho de parto prematuro são:

  • Uma secreção vaginal maior e diferente;
  • Qualquer sangramento, até mesmo um pingo;
  • Contrações rápidas, ou seja, mais de 4 em menos de 1 hora, mesmo que esteja sem dor;
  • Dor parecida com as cólicas menstruais;
  • Pressão na pelve;
  • Dor nas costas.

Vou reconhecer a contração facilmente?

Realmente não é tão fácil você identificar uma contração, pois da para confundir a barriga “toda dura” com apenas o bebê forçando. Isso acontece bastante comigo, pois meu bebê adora fazer disso. Mas vamos aos fatos:

As contrações de gravidez são caracterizadas por:

  • Dor no baixo ventre, como se fosse uma cólica menstrual mais forte que o normal;
  • Dor em forma de pontada na região da vagina ou no fundo das costas, como se fosse uma crise renal;
  • A barriga fica muito dura durante a contração, o que dura, no máximo, 1 minuto de cada vez.

Caso sinta as contrações, conte quanto tempo elas duram (geralmente é uma questão de 30 à 40 segundos) e conte quanto tempo leva de uma contração para a outra. E se sentir contrações, corrimentos ou sangramento vaginal vá para maternidade!!

REFEÊNCIAS

http://www.husm.ufsm.br/protocolos/clinicos/implantados/ruptura-prematura-membranas.pdf

http://mdemulher.abril.com.br/saude/bebe/o-perigo-da-hipertensao-na-gravidez

Quais são os riscos da incompetência istmo-cervical?

http://www.abc.med.br/p/gravidez/320800/descolamento+prematuro+de+placenta+quando+ele+acontece+tem+como+evitar.htm

http://brasil.babycenter.com/a4000052/anomalias-anat%25C3%25B4micas-do-%25C3%25BAtero#ixzz4KGNFV6IG

https://www.tuasaude.com/infeccao-uterina-na-gravidez/

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